segunda-feira, 16 de julho de 2012

Oração da Professora

Senhor! Deste-me a vocação de ensinar e de ser professora.
É meu compromisso educar, comunicar e espalhar sementes nas salas de aula da escola da vida.
Eu te agradeço pela missão que me confiaste e te ofereço os frutos do meu trabalho.
São grandes os desafios no mundo da educação, mas é gratificante ver os objetivos alcançados na trajetória para um mundo melhor.
Quero celebrar a formação de cada aprendiz na felicidade de ter aberto um longo caminho.
Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir.
Quero renovar a cada dia a coragem de sempre recomeçar.
Senhor!Inspira-me na minha vocação de mestra e comunicadora. Dá-me paciência e humildade para servir, procurando compreender profundamente as pessoas que a mim confiaste.
Ilumina-me para exercer esta função com amor e carinho.
Obrigada, meu Deus, pelo dom da vida e por fazer de mim uma educadora hoje e sempre. Amém!

Deus não fabrica lixo - Padre Zezinho

"Um dos cartazes mais encantadores que já vi
foi o de um menino de 8 anos debruçado sobre um muro
e a dizer com cara suja e olhos brilhantes:
“Eu sei que sou alguém, porque Deus não fabrica lixo.”
Há mais teologia num menino que se sente alguém,
do que nos religiosos que, pretendendo ser humildes, se proclamam um nada.
A frase: “Sou um nada e um ninguém” parece humilde,
mas nega uma obra prima de Deus.
É que Deus não perde tempo criando o nada ou ninguém.
Ele cria algo e alguém. Deus faz a matéria prima.
O lixo fica por nossa conta.
Valorizemo-nos, porque Deus não quer que nos proclamemos um zero à esquerda.
Somos obra sua!"

Pe. Zezinho

 http://1.bp.blogspot.com/-E1niyBVgTyo/T3-BFw3ZabI/AAAAAAAAKZ0/H4TeuKfqH4s/s640/Deus+n%C3%A3o+fabrica+lixo+-+Padre+Zezinho.JPG

Daniel Godri - A Linha E A Agulha (Motivação)

A menina que calou o mundo em 5 minutos

Músicas do Professor Feliz

Santos nomes em vão - Texto para aula de Português. Variação linguística.

Texto para ser usado em aulas com tópicos sobre a variação línguística. Serve bem à exemplicação das variações da lingua.

Drama verídico e gerado por virgulazinhas mal postas, cúmplices de tantas reticências.

Praxedes é gramático. Aristarco também. Com esses nomes não poderiam ser cantores de rock. Os dois trabalham num jornal. Praxedes despacha as questiúnculas à tarde. Aristarco, à noite. Um jamais concordou com uma vírgula sequer do outro, e é lógico que seja assim. Seguem correntes diversas. A gramática tem isso: é democrática. Permitindo mil versões, dá a quem sustenta uma delas o prazer de vencer.

Praxedes é um santo homem. Aristarco também. Assinam listas, compram rifas, ajudam quem precisa. E são educados. A voz dos dois é mansa, quase um sussurro. Mas que ninguém se atreva a discordar de um pronome colocado por Praxedes. Ou de uma crase posta por Aristarco. Se a conversa ameaça escorregar para os verbos defectivos ou para as partículas apassivadoras, melhor escapar enquanto dá. Porque aí cada um deles desanda a bramir como um leão. [...]

Para que os dois não se matem, o chefe pôs cada um num horário. Praxedes, mais liberal (vendilhão, segundo Aristarco), trabalha nos suplementos do jornal, que admitem uma linguagem mais solta. Aristarco, ortodoxo (quadradão, segundo Praxedes) assume as vírgulas dos editoriais e das páginas de política e economia. [...]

Sempre estiveram a um passo do quebra-pau. Hoje, para festa dos ignorantes e dos mutiladores do idioma, parece que finalmente vão dar esse passo. É dia de pagamento e eles se encontram na fila do banco. Um intrigante vem pondo fogo nos dois há já um mês e agora ninguém duvida: nunca saberemos quem é o melhor gramático, mas hoje vamos descobrir quem é o mais eficiente no braço.
Aristarco toma a iniciativa. Avança e despeja:
- Seu patife, biltre, poltrão, pusilânime.
Praxedes responde à altura:
- Seu panaca, almofadinha, calhorda, caguincha.
Aristarco mete o dedo no nariz de Praxedes:
- É a vossa progenitora!
Praxedes toca o dedo no nariz de Aristarco:
- É a sua mãe!

Engalfinham-se, rolam pelo chão, esmurram-se.
Quando o segurança do banco chega para apartar, é tarde, Praxedes e Aristarco estão desmaiados um sobre o outro, abraçados, como amigos depois de uma bebedeira.

O guarda pergunta à torcida o que aconteceu. Um boy que viu tudo desde o início explica:
- Pra mim, esses caras não é bom de bola. Eles começaram a falá em estrangeiro, um estranhô o outro, os dois foram se esquentando, esquentando, e aí aquele ali, ó, que também fala brasileiro, pôs a mãe no meio. Levô uma bolacha e ficô doido: enfiô o braço no focinho do outro. Aí os dois rolô no chão.
Para a sorte do boy, Aristarco e Praxedes continuavam desacordados.

(DREWNICK, Raul.O Estado de São Paulo,Caderno 2, p. 2, 1998)
 http://www.simplesmenteportugues.com.br

O Mistério da herança - texto para trabalhar a pontuação.

Esse texto é excelente para trabalhar pontuação em sala de aula de uma forma leve e divertida. Desperatá o interesse dos alunos.


Que tal aproveitar um texto que anda circulando pela internet, para realizar, em sala de aula, uma vivência lúdica e divertida sobre a importância da correta pontuação em um texto? Esta é mais uma proposta pedagógica , para enriquecer as atividades do professor de Produção Textual.

Este exercício apropria-se de um texto que tem circulado pela internet, como simples brincadeira. Na proposta pedagógica aqui criada, o objetivo é demonstrar aos alunos que uma vírgula, um ponto de interrogação ou um ponto final, corretamente empregados, podem, sim, fazer toda a diferença. É importante que o professor, na etapa inicial do exercício, relembre alguns aspectos principais da pontuação e os cuidados para os erros mais comuns devido ao seu emprego indevido. Outro aspecto importante a ser abordado: a importância da clareza no desenvolvimento de um texto.

Desenvolvimento:
1. Dividir a sala em quatro subgrupos (ou múltiplos de quatro, para salas maiores).

2. Entregar papel e caneta. No papel, para criar um certo “clima”, o professor pode desenhar uma moldura bem bonita, contendo dentro dela a palavra “Testamento” e o texto que será trabalhado.

3. Contar a história que dará origem ao exercício:

O Mistério da Herança

Um homem rico estava muito mal, agonizando. Dono de uma grande fortuna, não teve tempo de fazer o seu testamento. Lembrou, nos momentos finais, que precisava fazer isso. Pediu, então, papel e caneta. Só que, com a ansiedade em que estava para deixar tudo resolvido, acabou complicando ainda mais a situação, pois deixou um testamento sem nenhuma pontuação. Escreveu assim:

'Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.'
Morreu, antes de fazer a pontuação.

A quem deixava ele a fortuna? Eram quatro concorrentes. O objetivo deste exercício é que cada um dos grupos traga a fortuna para o seu lado. Ou seja, a partir de agora, cada um dos grupos agirá como se fossem os advogados dos herdeiros. O grupo 1 representará o sobrinho. O grupo 2 representará a irmã. O grupo 3 deverá fazer com que o padeiro herde a riqueza. E, finalmente, o grupo 4 deverá será responsável para a riqueza do falecido chegar apenas às mãos dos pobres.

Ao final do exercício, o professor divulgará como deveria ficar cada um dos textos.

Resposta:

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito :
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro puxou a brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Então, chegaram os pobres da cidade. Espertos, fizeram esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais ! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.
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